Apaixonados por blogs, dois estudantes de jornalismo dedicam seu tempo para escrever sobre suas experiências em seus diários, Marcela Nobre Cruz, de 20 anos, se considera uma viciada blogueira desde 2001 e Márcio Bracioli, 21 blogueiro desde 2002 se acha sazonal.
“Infinito Particular”http://contapramarcela.blogspot.com contém 364 posts,onde Marcela conta suas experiência, seus sonhos, suas críticas e seus pensamentos.Por gostar de escrever, foi que Marcio resolveu utilizar dessa nova ferramenta, primeiramente para falar de cultura, cinema, teatro, mas hoje ele afirma que escreve sobre temas variados no seu blog “Noir”, http://bracioli.blogspot.com .
Através do seu blog Marcela ganhou um concurso da revista Capricho da editora Abril em 2006 se tornando colaboradora da revista, a cada quinze dias a revista manda duas pautas para ela, uma para o site e uma para a revista que podemou não serem divulgadas.
Marcio se considera um blogueiro preguiçoso: “Sou muito preguiçoso, por isso posto alguma coisa umas duas vezes por semana” disse Marcio, já Marcela se considera uma blogueira viciada, passa em média duas horas navegando em blogs “ Passo horas entrando em blogs, hoje não consigo viver sem blog, gosto mais que o orkut” cita Marcela.
Agora basta entrar e conferir os blogs deste grandes blogueiros.
Desde pequena sempre aprendi a me virar, aos seis anos de idade tive que enfrentar uma das piores decisões da minha vida, isso que o desembaraço nem era eu, mas me afetaria. A separação dos meus pais foi algo que doeu e dói até hoje após dezesseis anos de separação.
Minha mãe me criou muito bem, infelizmente nosso relacionamento não é dos melhores, mas parece que estamos nos esforçando para melhorá-lo, mas isso é assunto para outro desabafo. Já eu e meu pai éramos feito carne e unha, acho que é normal essa relação de filha mulher com o pai.
Além da separação conjugal, eu e meu pai nos separamos também, eu para um lado e ele para o outro, ele no interior de Goiás e eu no interior de São Paulo.
No começo não foi tão difícil alias para criança tudo era festa, mas, infelizmente não somos criança a vida toda, e fui crescendo, crescendo e com isso eu e meu pai foi se distanciando, se distanciando até que chegou ao que chegou.
Detalhe sou filha única, e recebo geralmente uma ligação por mês do meu pai e olha lá, e isso só acontece quando está tudo bem que não é o caso agora, mas não vou ser tão radical de vez em quando ele liga pela segunda vez, porém o tempo de qualquer ligação é de aproximadamente, mais jogando alto mesmo, é de cinco minutos e não importa se fazem quinze, vinte ou sessenta dias que já foi o caso, é sempre cinco minutos.
Ah o que falo com meu pai em cinco minutos, sabia que iriam perguntar, vou transcrever nosso diálogo:
- Oi pai tudo bem com senhor?
- Levando filha
-E aí como estão as coisas, a faculdade, a sua mãe?
- Bem pai, está tudo bem, e por aí?
- Bem... Então ta bom vou desligar porque telefone ta caro, beijos fica com Deus
- Fica com Deus você também, beijos.
Digamos que é uma bela conversa, pra nós que desaprendemos a ser pai e filha. Faz um ano hoje que passei 24horas com ele, depois de três anos sem ter o visto.
Continuo o amando como se fosse à mesma criança, aquela menina que ele colocava em cima das suas costas e brincava horas como se eu fosse a única coisa que importava no mundo, mas junto com o amor vem a saudade de uma amizade que se perdeu em algum lugar do tempo em que estamos separados.
Como dizia Fábio Jr, em uma sua música Pai:
Me perdoa essa insegurança Que eu não sou mais Aquela criança Que um dia morrendo de medo Nos teus braços você fez segredo Nos teus passos você foi mais eu...